quinta-feira, 6 de março de 2008

Num Verão louco...um Louco Amor!






É...


Uma vez mais eu Navego no teu corpo.


Perdida nesta tempestade De loucura e prazer!




O piano ao longe,


Apenas nos faz morrer.


Num verão...Um louco amor!




Recordo teus lábios sob os meus.


Exigindo. Requisitando.


Mãos que se movem. Incansáveis.


Acariantes. Acariciando. Acariciados.


Unhas que se enterram


Na carne.




Um quê de urgência.


Um frêmito..... Sentir-te dentro de mim.


Teu corpo febril sob o meu.


Sua respiração quente na minha.


Sentir tua angustiante paixão,


Explodindo em minhas entranhas.




E ter-te em espasmos violentos contra mim!


Espasmos que parecem querer quebrar-te,


Num êxtase supremo!


Ondas de escuridão nos turvam.


E na inconsciência do êxtase,


No ar carregado,


Na energia pulsante,




Na calmaria da languidez,


Na boca que soluça,


Dois corpos e duas almas


Em indescritível plenitude!




(Delasnieve Daspet)

quarta-feira, 5 de março de 2008

O Império do Sol Nascente



No princípio, existia apenas uma massa ocêanica viscosa. Desta emergiram uma substância semelhante ao junco, que se tornou uma divindade, e ao mesmo tempo, duas outras criaturas divinas, um macho e uma fêmea. Não se sabe grande coisa acerca desta trindade primordial; mas diz-se que, da "alta planície do céu" onde moravam, foram produzindo gerações e gerações de deuses e deusas até que, a certa altura, surgiram as divindades Izanagi e Izanami, nomes que querem dizer, respectivamente, "macho que convida" e "fêmea que convida".
Izanagi e Izanami desceram do céu para o caos oceânico, caminhando sobre um arco-íris, segundo a maioria das versões, como se fora uma ponte. Chegados ao oceano primordial, Izanagi mergulhou nele a sua lança. Ao levantá-la, as gotas que caíram da ponta solidificaram-se, formando assim a ilha de Ono-koro, "a que seca sozinha".
Apesar de Izanagi e Izanami serem irmãos, casaram-se na ilha de Ono-koro. Aprenderam a arte de amar através da observação de duas alvéolas e ainda hoje estes pássaros aparecem associados ao casal. Nem mesmo o deus dos espantalhos consegue assustar as alvéolas, a recompensa pelo bem que fizeram.
Entre a prole de Izanagi e Izanami contam-se acidentes geográficos, as outras ilhas japonesas, quedas d'água e montanhas, árvores, ervas e o vento. Foi o vento que completou a criação do Japão, pois, dispersando densas névoas que tudo cobriam, revelou pela primeira vez as ilhas japonesas no seu conjunto. O primeiro filho dos dois deuses morreu ainda no ventre da mãe e esta criatura, que se parecia com uma anêmona do mar, foi evidentemente colocada no fundo do oceano.
Todos os outros filhos sobreviveram. O último a nascer, depois de todas as ilhas japonesas terem sido criadas e povoadas, causou a morte da mãe, tratava-se do deus do fogo. Pouco depois de o ter dado à luz, Izanami adoeceu com febres altíssimas que a consumiam e que, finalmente, acabaram por matá-la. Izanami desceu então aos infernos, Yomi, a "terra da escuridão" onde, apesar dos seus protestos, Izanagi a seguiu. Izanami, para castigar o marido de a ter perseguido, escorraçou-o, ajudada por espíritos femininos horríveis, mas Izanagi conseguiu fugir para o mundo dos vivos. À saída de Yomi, Izanami gritou-lhe que, em vingança, despovoaria o mundo matando mil pessoas por dia, Izanagi replicou-lhe que, por cada mil pessoas que morressem, mil e quinhentas seriam criadas. Neste mito, o casal divino estabelece o modelo da natureza para todos os tempos e cria, pelo seu "divórcio", a vida e a morte. Izanagi, de facto, manteve a sua palavra e depois de uma purificação ritual que fez desaparecer as consequências da sua descida aos infernos, deu origem à deusa do Sol, ao deus da Lua e a Susanoo, o deus das tempestades, todo os três oriundos, segundo uma das versões, respectivamente dos olhos e do nariz de Izanagi.


Primeiro dia, a chegada da SAKURA!